...Talvez seja umas das letras de Renato Russo que eu aplaudo de pé.
Todas as letras dele são ótimas, mas essa... Essa tem um quê de ironia com a situação social que me arrepia.
Ele diz tudo que eu queria dizer com um deboche chaqualhador pra trazer de volta à realidade.
Estava ouvindo essa música agora e resolvi postar a letra dela. Aí vai...
PERFEIÇÃO [LEGIÃO URBANA]
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Deu no jornal...

A juventude tem um certo tino pra fazer babaquice [tiozão falando, rsrs]! O novo modismo que está em voga entre eles é o: "vodka eyeballing". A nova mania que começou nos EUA [#tinhaqueser]e ganhou adeptos na europa, consiste no ato de aplicar vodka nos olhos, como se fosse colírio. Diz o mito que a ação aumenta a sensação de embriaguez [mas, no olho???].
Aqui no Brasil a modalidade também tem seus adeptos e já fez vítimas: Um rapaz de 21 anos pereu 95% da visão. Vai operar, mas levará sequelas pro resto da vida, garante o médico.
Na internet, mais de 800 vídeos de "vodka eyeballing" já foram postados. Comunidades na página de relacionamentos Facebook também discutem o assunto.
Médicos oftalmologistas garantem que a estúpida brincadeira pode acarretar danos seríssimos à visão.
Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, tem um vídeo onde experimenta a modalidade imbecil. É de se estranhar essa atitude de um cara engajado em causas sociais e tão influente como ele.
sábado, 11 de setembro de 2010
Contemplação...

Lá fora o clima está frio, e o céu está completamente gris. Apesar da aparente tranquilidade que o clima apresenta, a correria é incessante.
Olho pela janela e meus olhos se erguem em direção as montanhas... Sinto quietude. Silêncio. Nuvens em diferentes tons de cinza cruzam o cume das montanhas, numa marcha silenciosa. É a marcha das nuvens. Junto com elas, as aves voam em círculos e ganham altura. É incrível como automaticamente me desconecto do frenesi daqui de baixo e experimento toda a tranquilidade que há lá em cima. O som dos carros, buzinas, falatórios... Tudo vai sumindo. Vai se evanescendo num efeito degradê, e no topo imponente dos montes encontro paz e traquilidade.
Lá de cima, vejo que a correria aqui em baixo prosegue, mas em câmera lenta... Não há som e também não há velocidade.
As aves continuam a voar em círculos, e quando ganham altura, seguem junto com as nuvens pra onde o vento sopra. Invejo o voo delas. Queria ter asas... Pra que nos momentos de aflição... Eu pudesse voar em círculos, ganhar altura e ver que a aflição, vista lá de cima, é muda e imóvel. Mas aprendi que posso fazer isso só de olhar e contemplar as alturas.
Em momentos assim, tenho o hábito de puxar uma conversa íntima com Deus. Fiz uma oração e senti uma paz... Como se fosse uma resposta de que tudo, certamente, iria correr bem... E correu.
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