
É tempo de eleições e foi dada a largada pra corrida dos postulantes à presidência do Brasil.
Acompanho algumas vezes a propaganda eleitoral 'chatuita', mas somente a parte dos presidenciáveis.
Eu não acompanho muito a política... Pra falar a verdade, sou cético em relação aos partidos e seus candidatos. Mas em alguns momentos paro diante da TV pra ver como andam as coisas na propaganda eleitoral.
Analisando cada candidato, chego a conclusão de que, particularmente, acho Dilma Rousseff um tanto perigosa.
Lembro do caso que houve entre ela e Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Vejo este caso da seguinte forma: a ex-secretária foi extremamente inocente quando foi confrontada com perguntas embaraçosas. Mordeu a isca e soltou tudo no ventilador. Por sua vez, Dilma se defende e nega que tenha se encontrado com ela. O presidente, em viajem, fica sabendo do acontecido e diz que Dilma não tem nada a ver com as alegações feitas por Lina vieira.
Resultado: sem condições de desfazer a titica que cometeu, a corda arrebentou do lado mais fraco, Lina Vieira perdeu o emprego, o caso se evanesceu e tudo virou poeira. Nada que manchasse a candidatura de Dilma. Assim eles pensam.
Dilma vem de carona nos feitos de Lula e promete dar continuidade nos projetos de governo de seu “camarada”.
Ter Lula como cabo eleitoral, ter mais tempo em seu programa político e a aprovação recorde por parte de PT são os pontos fortes da candidata que afirma que vai ser a “presidenta” - exatamente dessa forma – do Brasil e usa o jargão de ‘mãe dos brasileiros’.
Sua fraqueza consiste em depender do presidente Lula para obtenção de votos, inexperiência em embates eleitorais e é muito desconexa em seus discursos.
Já o candidato José Serra tem o desafia do provar ao eleitor que sua trajetória e experiência política não vão deixar que “erre” enquanto presidente.
Serra conta com sua experiência política, que é muito densa; é um excelente administrador e tem sua imagem ligada a melhorias na área da saúde.
José Serra ainda vai cortar um dobrado por fazer oposição a um governo muito bem avaliado. Sua aliança com FHC não é favorável – as pesquisas indicam – e seu partido, PSDB, é visto como o partido que favorece a burguesia.
Nessa lona circense eleitoral figuram três atrações que aspiram ao cargo a ser logrado.
Na verdade, são dois pesos pesados e um coadjuvante, ou zebra. Nesse papel, figura a candidata Marina Silva, do PV.
Talvez a Marina seja a única, dos três, por quem eu tenho simpatia.
É uma mulher com uma trajetória de vida muitíssimo interessante, fala de um jeito invejável e muito bem articulado.
O que eu gosto na Marina, é que ela não permite ser cortada antes das conclusões de suas respostas e o fato dela não se enrolar com seus discursos e respostas longas. De fato, fala muito bem, de forma leve e solta.
Marina tem uma plataforma de campanha baseada no desenvolvimento sustentável - assunto vigente em todo o mundo e que ganhará muita força ao longo dos anos -, mas tem poucas propostas para além da área ambiental e tem pouquíssimo tempo em seu horário para apresentar suas idéias com mais amplitude.
O ponto forte é que Marina é fortemente aceita entre os jovens, sua trajetória de vida é forte e muito emocional e ainda, sua conduta política está baseada na ética.
Durante a propaganda eleitoral, acho que os candidatos deveriam gastar seu tempo clarificando mais suas idéias e propostas para seu próximo governo. Mas está tudo voltando ao marketing de ataques aos candidatos da oposição.
Enfim, a corrida pelos votos começou.
Acredito, muito fortemente, que o vencedor será José Serra, uma vez que Marina –muito provavelmente – irá só figurar e ainda, muito dificilmente o PT irá se manter no poder por doze anos – oito anos de Lula somado aos 4 anos de Dilma, caso ganhe as eleições.
Aqui, no Brasil, no tempo em que vivemos hoje o povo sabe que quatro é bom, oito é muito e doze [13 mais uma vez] é demais.